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Pedro Teixeira recomenda uso de drogas psicadélicos para compreender a mente




O convidado desta semana no podcast 45 Graus é Pedro Teixeira. De há uns anos para cá, o seu interesse por formas de melhorar a saúde mental e física juntou-se às experiências transformadoras que ele próprio teve com substâncias psicadélicas. Isto levou-o a envolver-se em várias iniciativas na área, incluindo a escrita de artigos e a participação em iniciativas de divulgação científica para o público em geral do potencial destas substâncias psicadélicas — um potencial ainda pouco divulgado e, sobretudo, que ainda está em grande parte por compreender.

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De facto, foi nos últimos dez, 20 anos que ressurgiu o interesse científico pelo potencial dos psicadélicos em vários campos da ciência. Mas, neste curto espaço de tempo, a investigação tem vindo a revelar um enorme potencial destas substâncias não só para ajudar a compreender o funcionamento da mente humana (como o eterno mistério da consciência), mas também em aplicações com um impacto mais directo, como o tratamento de uma série de doenças psiquiátricas, desde a adição à depressão e à ansiedade.

A par deste interesse crescente de neurocientistas e psicólogos — que é ainda localizado mas está em franco crescimento —, vive-se hoje um entusiasmo cada vez maior também por parte de um público mais vasto, que é cativado pelo potencial de auto-descoberta destas substâncias. O ponto de viragem neste processo foi o livro How To Change Your Mind, que o jornalista e professor universitário Michael Pollan lançou em 2018, e que conta a História do uso e da investigação destas substâncias e da sua redescoberta pela investigação científica.

A história dos psicadélicos é, aliás, fascinante em si mesma: Como falamos no início da conversa com o Pedro, já no passado a investigação nesta área tinha revelado sinais muito promissores, ao ponto de ter chegado a haver quem afirmasse que a descoberta do potencial dos psicadélicos para compreender a mente humana era comparável à revolução que significou, para a biologia, a invenção do microscópio ou, para a astronomia, a invenção do telescópio.

No entanto, o uso indiscriminado dos psicadélicos durante a contracultura dos anos 1960 e, sobretudo, uma campanha deliberada promovida pelo Governo americano da época, conduziram à ilegalização destas substâncias em muitos países e, por conseguinte, à interrupção da investigação científica, que só no início dos anos 2000 foi retomada.

Na verdade, hoje sabe-se que os psicadélicos são, em geral, seguros do ponto de vista farmacológico, embora existam riscos psicológicos, quando o contexto de utilização não é adequado. Por exemplo, uma trip mal enquadrada pode prejudicar a saúde mental da pessoa e há ainda casos, embora sejam extremamente raros, de pessoas que, num “estado alterado de consciência” sem ninguém por perto tiveram acidentes.

Durante este episódio do 45 Graus, fala-se sobre tudo isto e muito mais: como os psicadélicos actuam na fisiologia e funcionamento do nosso cérebro, como é a experiência pessoal de tomar psicadélicos e ainda o facto de muitas pessoas terem experiências “transcendentes” com estas substâncias. Finalmente, a comparação deste com outros métodos que permitem “​formas alteradas de consciência”, tais como a meditação, assim como o potencial da chamada “​micro-dosagem”.
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