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Infetado contagiou 9 pessoas em restaurante e a culpa pode ser do ar condicionado

O caso aconteceu em janeiro, na cidade chinesa de Guangzhou. Conclusões não são definitivas, mas apontam para os perigos dos espaços fechados.


Estávamos ainda em janeiro, nas primeiras semanas de evolução do novo coronavírus. Num restaurante em Guangzhou, três famílias almoçavam em mesas separadas, mas próximas. Dias mais tarde, todas as dez pessoas testaram positivo para Covid-19. Um estudo baseado neste caso foi divulgado previamente e conclui que a transmissão foi potenciada pelo equipamento de ar condicionado.
“Concluímos que neste surto, a transmissão de gotículas foi motivada pela ventilação do ar condicionado. O fator-chave na infeção foi a direção do fluxo de ar”, revelam os especialistas do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da província de Guangzhou, no estudo que será publicado na íntegra em julho.
Embora não haja provas conclusivas de que o vírus seja capaz de de propagar pelo ar — à exceção de casos muito concretos, como as intubações em ambientes hospitalares, que podem dar origem a aerossóis —, sabe-se que o fluxo de ar pode levar as gotículas a distâncias maiores. É o que se calcula que tenha acontecido neste restaurante, onde um infetado contagiou outros nove. No espaço estavam também outros 73 clientes e oito funcionários, que não testaram positivo.
Diagrama das mesas dos infetados

A transmissão aconteceu a 24 de janeiro, num restaurante de Guangzhou, escolhido por uma família vinda de Wuhan, a cidade onde teve origem a epidemia. O terceiro piso do espaço, tinha 140 metros quadrados e mais d euma dezena de mesas.
Numa das extremidades estava a família A, cujo membro de 63 anos tinha contraído o vírus, mas estava assintomática. A um metro de distância estavam outras duas mesas, onde comiam duas famílias, que lá permaneceram durante cerca de uma hora.
Nas duas semanas seguintes, nove pessoas que se sentaram nessas mesas adoeceram. O estudo revela que um membro da mesa B e outro da C foram contagiados no restaurante, passando depois o vírus para outros membros da família.
O elemento crucial nesta infeção, revela o estudo, foi o equipamento de ar condicionado, cujo fluxo de ar percorria as três mesas.
Os novos dados são cruciais num momento em que muitos destes espaços se preparam para reabrir. Em Portugal, os restaurantes deverão voltar a funcionar a 18 de maio, embora tenham que adotar medidas de contenção, como a redução da lotação.
Ao “The New York Times“, o líder do comité para doenças infecciosas emergentes da Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina, Harvey Finberg, apelida o estudo de “provocatório e elucidativo”, enquanto nota que “é esclarecedor do tipo de coisas que temos que continuar a aprender à medida que vamos tornando os espaços públicos mais seguros”.

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